quinta-feira, 2 de junho de 2011

Prólogo

Não sei quem vai criar os meus filhos no futuro.
Não é prelúdio de morte precoce ou abandono iminente, mas a mais pura obediência a essa nova ordem que me obriga a admitir a minha singela impotência.

A televisão, a escola, a internet e tudo isso junto e reunido nos amigos e nos pais dos amigos me apavora. E me anima. A diversidade é excitante, e, como tal, incontrolável e imprevisível.

Não sei o que pode conquistar mais relevância nessa audiência que está por vir, então resolvi escolher um meio de dar o meu recado, sem cara de sermão de mãe cuidadosa. Tudo o que posso vem lá de baixo, do fundo, da raiz. Tipo "obrigado" ou "com licença". Sobre o resto, não creio ingerência alguma. Influência, quem sabe.

Aos bons filhos, que me leiam. E façam seu próprio traçado.



Nenhum comentário:

Postar um comentário